Há em Fitgerald a ternura feita matéria, a própria relva regada, e o céu da noite. E um compasso de espera eterno, suspenso por um sorriso de etiqueta.
“O Grande Gatsby” é carne viva. Quem nasceu primeiro? A literatura noir, ou aquele cinema de silhuetas e sombras concretas, desenhadas no bem e no mal, no princípio do mundo?
E há um pulsar, nunca declarado, que só nos deixa adivinhar a tempestade perfeita.
“O Grande Gatsby” é carne viva. Quem nasceu primeiro? A literatura noir, ou aquele cinema de silhuetas e sombras concretas, desenhadas no bem e no mal, no princípio do mundo?
E há um pulsar, nunca declarado, que só nos deixa adivinhar a tempestade perfeita.
“O grande Gatsby” é só uma história de amor. Só o princípio de tudo o que nos move, de toda a nossa desgraça, de todo o abandono.
Gatsby venceu o mundo, pelo último dos prémios. É claro que depois o mundo ganhou, no seu cinismo, na sua frivolidade. Porque o mundo é opaco, como disse um poeta. Mas isso já não interessava. Gatsby venceu o mundo!
Para o mundo ficou só a sua carne inerte, um corpo cansado, um triste despojo. Um cadáver à beira da piscina, morto a tiro, a posar para as manchetes dos tablóides.
E ao longe, a melodia tímida de uma Big Band numa sala vazia, arrancando para a dança os fantasmas de todos os sonhos traídos.
E ao longe, a melodia tímida de uma Big Band numa sala vazia, arrancando para a dança os fantasmas de todos os sonhos traídos.

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